JOSÉ MARTINS AGOSTINHO
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A TODOS OS PROPRIETÁRIOS (IF.5/08)
RESPOSTA À CARTA EM ANEXO DO PRESIDENTE DA (APAM)
Sr. Eng.º. Carlos Pedrosa
O Sr., diz que fez tudo para que eu recebesse essa sua carta antes do dia 26/6/08 (dia das penhoras).
Eu esperei para lhe responder depois do dia 26/6/08, quando já fosse conhecido algo sobre aquilo a que o Sr. Já baptizou por “monstro”.
Antes de mais quero que fique bem claro que não sou seu inimigo pessoal, nem de ninguém que fez ou faz parte das direcções deste Aldeamento.
Apenas contesto a forma de gestão de algumas pessoas que por aqui passaram que apregoam alhos e vendem bugalhos como se diz no Alentejo.
Sobre a vida pessoal de cada um. Acredite, desejo o melhor, tal como desejo para mim.
Sempre defendi a verdade e sou contra a demagogia, é nesta linha de orientação que continuarei a lutar neste Aldeamento, como lutei em tantas outras causas e digo-lhe, sem demagogia, venci sempre, com a única arma que possuo, a verdade.
Quero que os proprietários decidam o destino do Aldeamento pela verdade e jamais abdicarei disso, muito embora saiba que é difícil, pois há aqui pessoas que não olham a meios para atingir os fins. Eu continuo, não tenho pressa e como sempre me aconteceu, repito, hei-de vencer. Quem não tem telhados de vidro tem a vitória certa mais tarde ou mais cedo.
Custa-me ver pessoas serem julgadas e vexadas, sem a mínima razão aparente, só porque alguém está interessado em ser o capitão deste barco.
Veja as cartas que se escreveram contra a Direcção anterior, são tristes e revelam uma baixeza ridícula das pessoas que as assinaram, a maior parte colegas de profissão, ou de cursos.
Depois da introdução vamos então ao que interessa, embora o que aqui escrevi antes considere que é o mais importante no caso que estamos a tratar, mas há mais.
1 – Diz o Sr. Que me excedo em linguagem e tenho falta de informação.
Em termos de linguagem uso palavras simples, palavras do povo, que magoam é certo, mas é essa a minha maneira de ser, foi o que escolhi para seguir a minha vida.
Sobre a falta de informação! Tenho a suficiente para dizer que o Sr., me desiludiu, já lho provei e provo-lhe as vezes que o Sr. quiser.
Tirei-lhe o chapéu em 27/09/2003, quando leu a carta a pedir a demissão da Aldeia Nossa.
Mas foi por pouco tempo, pois na prática cá fora foi fazer precisamente o contrario daquilo que escreveu e assinou, juntou-se aos que acusou e apoiou tudo o que criticou. Contra factos não há argumentos Sr. Eng.º. Pedrosa.
Em suma destronar a Direcção Aguiar era o objectivo. Para tal não escolheram os meios tudo foi utilizado.
2 – A palavra altruísta que utilizei na minha IF anterior não é para si nem para ninguém, pois não conheço aqui no Aldeamento altruístas. Apenas conheço alguns que dizem que o são, esquecendo-se que nestas coisas não basta, dizer que é, há que ser mesmo.
Diz que está aberto a toda a colaboração. Não me parece pois como proprietário que aqui resido, e vos podia ajudar, como ajudei a direcção anterior, pelo contrário, o Sr. e os seus pares preocuparam-se dia 29/2/2008 de imediato, em mudar a fechadura do escritório, porque eu era um dos que tinha a chave. Afinal estão abertos a colaboração mas não de todos Sr. Eng.º. Pedrosa.
3 – Realmente impõe-se que justifique o motivo da minha defesa acérrima nas pessoas da direcção anterior, fez bem em lembrar-me, não vão os proprietários pensar que a Direcção Aguiar me facultou algum pedaço de terreno para aumentar o meu apartamento. Ou que eu ampliei o meu apartamento com terrenos comuns e eles fecharam os olhos. Nada disso. Obrigado pelo alerta.
Defendo-os porque têm sido e continuam a ser injustamente culpados de tudo o que tem acontecido neste Aldeamento. Culpados injustamente, maldosamente e com ataques e palavras de pessoas que mais parecem sem cultura do que Srs. Engenheiros e Doutores.
Defendo-os porque são pessoas de bem, pessoas educadas a quem nunca ouvi dizer nada em desabono dos outros, mesmo daqueles que constantemente os atacavam e continuam a atacar.
Defendo-os pelo que fizeram e pelo que tentaram fazer em prol de todos nós. O que conseguiram, fizeram-no com o sacrifício que este tipo de trabalho voluntário exige. Fizeram-no bem e estavam no bom caminho. Pelos vistos isso não interessava a alguém.
Saíram de cabeça erguida com os principais problemas que nos afectavam resolvidos ou seja a problema da distribuição da água e a concretização daquilo que hoje é uma realidade, todas as zonas comuns pertencem aos proprietários, motivo pelo que no dia 26/6/08 as penhoras foram canceladas.
Estamos como na politica partidária, acusando os outros desviam-se as atenções dos nossos próprios erros.
Preocupem-se em fazer melhor, se o conseguirem todos nós apoiamos, mas deixem os outros em paz. O Sr., e os seus pares já fizeram parte de anteriores Direcções e até criaram a Empresa Aldeia Nossa.
Como membros das direcções anteriores não conseguiram levar o projecto avante.
No que diz respeito a Empresa não entendo porque a criaram e agora a querem enterrar.
4 – Agora sobre o “monstro” como o senhor ironicamente trata o nome de penhoras.
Sr. Eng.º. Pedrosa
Antes de mais o Sr. não estranha aparecer uma penhora, quase com 15 Anos de atraso e ainda por mais, precisamente na altura em que a Praia longa tinha acabado de vender o Restaurante, único bem que possuía no Aldeamento. A mim como leigo na matéria isso faz-me confusão.
Esse e todos os monstros que tem assombrado este Aldeamento, até me convenço que era possível terem sido abatidos quando da formação da Aldeia Nossa, em que o Sr. foi e muito bem o primeiro Presidente eleito.
Mas com a legitimidade que lhe assiste em, 29-7-2003, resolveu bater com a porta.
Aí não só abandonou o ataque aos monstros como ajudou a que eles se alimentassem cada vez mais, colaborando no ataque à nova Direcção eleita.
Mas felizmente, tudo vai acabar em bem, a antiga direcção fez bem os trabalhos de casa.
De tudo aquilo que assisti em assembleias sobre os seus ataques, tudo me leva a pensar que existe um diferendo profissional ou particular entre o Sr. e o Eng.º. Aguiar. Se assim for, então Sr. Eng.º. Pedrosa, lamento muitíssimo, nós e o Aldeamento não temos nada a ver com esse assunto.
Não é fácil qualquer comunidade seja a nossa casa, uma empresa, uma câmara municipal e até mesmo um país pode viver sem receitas.
Os Senhores como gestores que são das vossas Empresas sabem bem disso.
Como não era fácil através da demagogia tentar mobilizar os proprietários para demitir a Direcção Aguiar, encetaram o caminho certo, isto é, fazer correr o slogan. É ilegítimo pagar os condomínios porque não há títulos constitutivos.
(esqueceram-se porem que quando ainda pertenciam a Administração, tinham recebido cerca de 50.000 contos de comparticipações, mesmo sem títulos)
Retiraram todas as Administrações dos condomínios privados que eram tutela da Aldeia Nossa, fazendo-se representar em edifícios onde não tinham qualquer apartamento (coisa que o Sr. era contra na sua carta de demissão), instalando um administrador da vossa confiança, só para figura decorativa pois até a data tudo está na mesma, para não dizer pior.
Tudo serviu para denegrir a imagem e afastar a Direcção anterior, senão vejamos mais estas peças de teatro:
1 – Os melhoramentos que se estão a fazer no Sector Norte, bem podiam ter sido feitos pela Direcção Aguiar. Assim lhes fossem pagos os condomínios em divida, pois só o Edifício Neptuno devia na Altura mais de 51.000 €.
2 – Veja-se o acordo que se fez ou vai fazer para tratar das zonas comuns dos 4 edifícios da Zona Sul.
Então porquê agora? Os administradores são os mesmos de sempre. Quem vai pagar são os condóminos desses edifícios (o que acho ilegal). Porquê agora e não antes?
Porque convêm mostrar que é feito por outras pessoas aquilo que devia ter sido feito pela Direcção Aguiar. Objectivo? Denegrir a imagem.
Mas lembro que esses 4 edifícios devem de comparticipações mais de 46.000 €.
3 – Já agora outra coisa. O Sr. Eng.º. Pedrosa não sabe que tem alguns elementos na direcção da Apam, que por força do Estatuto nem sócios podem ser?
Porque motivo aceita essa irregularidade?
Pede-me na sua carta para falar com o Eng.º Aguiar e fazer-lhe algumas perguntas.
Sr. Eng.º. Pedrosa
Quando eu era criança fiz muitos recados mas agora com 62 anos, francamente….
Fale o Sr., com ele, seja humilde, reconheça que está errado, é uma virtude importante nos homens, todos ganhamos com isso e principalmente o nosso Aldeamento.
Há pessoas, que se convenceram que a realização como homens passa pela Administração do Aldeamento Aldeia do Mar. (exemplo disso é o seu amigo José Manuel Gonçalves). Errado. Ser humilde, ser honesto, reconhecer os erros, viver em paz com a família e amigos, respeitar o próximo, ter sempre uma palavra amiga para toda a gente, isso sim é o caminho certo para que qualquer ser humano se sinta realizado e viva feliz.
Sr. Eng.º Carlos Pedrosa, por último, deixo aqui bem claro, para evitar que me acusem de fugitivo (como alguém o fez em Fátima, maldosamente, referindo-se à não presença da Administração Aguiar), que não participarei em reuniões fora da Sede do Aldeamento.
Não tenho medo e a única arma que utilizo é a verdade. O meu confronto é o confronto de ideias, sugestões, clarificações e de ajuda em prol do bem comum. As confrontações físicas não fazem parte da minha maneira de agir.
Cumprimentos e conte comigo
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29/6/2008 – José Martins Agostinho
terça-feira, 1 de julho de 2008
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